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7 de novembro de 2010

O espetáculo "Nó de Cachorro" conta a direçào de Beto Bellini

A peça foi idealizada por Nelson Xavier, escrita por Ivan Jaf e é  dirigida por Beto Bellini fica em cartaz até 18 de dezembro

O espetáculo Nó-de-Cachorro estreou na última sexta e fica em cartaz até 18 de dezembro no Espaço dos Satyros II. As sessões ocorrem as sextas às 21h e aos sábados às 19h.
 Com autoria de Ivan Jaf, direção de Beto Bellini e supervisão geral de Nelson Xavier, a peça foi inspirada nos malandros de “Memórias de Um Sargento de Milícias”, do escritor Manuel Antônio de Almeida (1831-1861), e “A Mandrágora”, do italiano Nicolau Maquiavel (1469-1527).
No universo brasileiro de Nó-de-cachorro, o personagem principal é Leonardo Pataca. Extraído de “Memórias de Um Sargento de Milícias”, o malandro é vivido pelo ator Henrique Mello, que se passa por médico para resolver o problema de fertilidade do casal Ambrósio (Heitor Saraiva) e Rosa (Marba Goicochea), com o intuito de conquistar sua amada Rosa. Numa trama hilariante, que envolve o seu melhor amigo Tomás da Sé (Fioravante Almeida), Leonardo mostra ao público as consequências de suas malandragens na formação do famoso “jeitinho brasileiro de ser”.
O contexto da aventura está inserido em “A Mandrágora”, que também tem seu malandro, Calímaco. Na história de Maquiavel, o personagem conhece e passa a desejar furiosamente Lucrécia, a jovem e linda esposa de um nobre, que não consegue ter filhos. Para conquistá-la, com a ajuda de um amigo trapaceiro e um padre sem escrúpulos, Calímaco finge ser médico e prescreve uma planta afrodisíaca para que Lucrécia engravide: mandrágora.
Com um final surpreendente, a peça de Ivan Jaf transita na época da chegada da corte portuguesa ao Brasil.
“Sempre achei excelente a ideia de Nelson Xavier em misturar A Mandrágora com Memórias de Um Sargento de Milícias, mas só depois de realmente começar a fazer isso descobri o quanto as duas histórias se encaixam”, comenta o autor Ivan Jaf. “As duas obras têm como protagonistas anti-heróis malandros que não respeitam o bem alheio nem a moral dominante e que, apesar disso, acabam por realizar seus desejos e escapar das autoridades. Isso coloca os dois textos como clássicos do gênero picaresco, embora surgidos em épocas e espaços tão distintos quanto a Itália renascentista e o Brasil do começo do século XIX”. Completa.
A encenação de Beto Bellini busca quebrar a rigidez do tradicional ao inserir elementos do pós-moderno a cenografia e ao figurino. O diretor explica que Nó-de-cachorro é uma comédia de costumes, mas com alusões a comédia dell’arte com pequenas passagens musicais. “Buscamos, desta forma, provocar uma maior aproximação com o público, que também não fica estático na cadeira; algumas cenas são realizadas fora do palco”, afirma o diretor.


Serviço:
Peça Nó-de-cachorro
Apresentação: sextas, às 21h, e sábados, às 19h.
Até 18 de dezembro
Texto: Ivan Jaf
Direção: Beto Bellini
Elenco: Heitor Saraiva, Henrique Mello, Deborah Graça, Marcelo Jacob, Fioravante e Marba Goicochea
Local: Espaço dos Satyros Dois
Endereço: Praça Roosevelt, 134
Ingresso: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada).
Classificação: maiores de 12 anos
Duração: 75 minutos


Ficha técnica:
Autor: Ivan Jaf
Ideia Original e Supervisão de Direção: Nelson Xavier
Direção: Beto Bellini
Elenco: Heitor Saraiva (Barão Ambrósio), Henrique Mello (Leonardo Pataca), Deborah Graça (Maria Regalada), Marcelo Jacob ( Frei Pimenta), Fioravante (Tomás da Sé) e Marba Goicochea (Rosa)
Coordenação de Produção: Erika Barbosa
Produção Executiva: Patricia Natally
Assistência de Produção: Pedro Ivo Pires
Assistência de Produção e Direção: Samira Lochter
Direção de Arte e Figurino: Melissa Andrade
Cenografia: Heron Medeiros
Visagismo e assistência de figurino: Rafael Mendes
Programação Visual: Danilo Amaral
Trilha Sonora: Heitor Saraiva e Henrique Mello
Iluminação: Flávio Duarte
Fotos: Marta Baião


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