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30 de novembro de 2008

Anaí Rosa e a Sambíssima Trindade no SESI!!!

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A cantora Anaí Rosa estudou violino e chegou a se apresentar na Orquestra Sinfônica de Campinas sob a batuta do Maestro Benito Juarez. Ganhou troféus como melhor intérprete em festivais de MPB em Avaré, Tatuí, Limeira, Poços de Caldas e São João da Boa Vista e já dividiu o palco com cantores como Elba Ramalho, Zé Ramalho e Moraes Moreira.A graciosa e talentosa cantora Anaí e o grupo Sambíssima Trindade formado pelo trio de músicos Zé Barbeiro (violão de sete cordas), Roberta Valente (percussão) e João Poleto (saxofone e flauta transversal) estiveram se apresentando no SESI na última sexta . O evento faz parte da programação musical do projeto SESI Música 2008 – Série Música Brasileira, que tem como objetivo formar platéias e propagar a música, por meio da realização de apresentações gratuitas de música erudita e popular.O repertório impecável do show foi uma viagem musical ao ouvir sambas consagrados com composições de Ary Barroso, Noel Rosa, João Bosco, Chico Buarque, Ismael Silva, Dorival Caymmi, Nelson Cavaquinho, Wilson das Neves, Geraldo Pereira e Vicente Paiva. Anaí esbanja simpatia e talento e sempre foi eclética, já cantou todos os estilos musicais, mas sua paixão sempre foi o samba.Durante o show a cantora conta algumas peculiaridades dos compositores homenageados além é claro de encantar o público com sua linda voz e o amor declarado ao samba.Bravíssimo!!!
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Miguel Chaia no SESC!!!

Miguel Chaia é coordenador e pesquisador do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da Pós-Graduação em Ciências Sociais na PUC-SP. Chaia esteve no SESC para um curso que faz parte das atividades complementares do projeto "Artes Visuais" neste mês.Chaia associa a obra de Tomie Ohtake a representações cósmicas, principalmente a partir da década de 90 que surge uma ligação com o Universo, desde o macro ao microcosmo. Isso seria “alimentado” por Tomie valorizando a representação do vazio em sua obra.Chaia diz que na obra de Tomie o vazio não representado é valorizado, por si só, enquanto expressão angustiante que traduz uma impossível conquista, mas sim como convivência de opostos, ordenando assim um dinâmico espaço pictórico.Similitudes ocorrem entre algumas pinturas e elementos do espaço sideral. Planetas, gases, astros; todos encontram algum entrelaçamento com a representação de Ohtake. Não somente o tempo é algo que não se exaure nas telas da artista. A sua visão de tempo é praticamente influenciada por nuances de Albert Einstein, pois Tomie já pintou simultaneamente duas telas, o que por sua vez ocasionou uma troca de atmosfera entre as duas. Miguel explicou que além disso, o indivíduo se torna sujeito diante das composições de Tomie Ohtake, pois sua concepção pictórica é um convite à reflexão do ser humano, algumas vezes até atraindo a idéia de inferioridade, não no sentido pejorativo mas em conceber nossas origens, assim como nossas fragilidades.Miguel Chaia esbanjou conhecimento e simpatia, mas o seu convívio com Tomie e detalhes do dia a dia desta Senhora das Artes encantou aos presentes neste sábado que foi e sempre será inesquecível!!!

28 de novembro de 2008

Garcia Lorca e Fellini no SESI!!!

Photobucket Foto: Marina Ravazzi

SESI ARARAQUARA APRESENTA A PEÇA SÁBADO É ILUSÃO


O SESI Araraquara apresentará, gratuitamente, duas sessões da peça Sábado é ilusão uma no sábado e outra no domingo 29 e 30, às 20 horas. Baseado no texto O Retábulo de Dom Cristóvão e outros poemas de Garcia Lorca, e no filme Noites de Cabíria, de Federico Fellini, o espetáculo tem o amor como fio condutor e tema central. A história e os personagens fazem parte de um mundo onírico: Dom Cristóvão e Dona Rosita buscam realizar suas fantasias e encontrar o que seria um grande amor. Porém, as teias da ilusão nem sempre levam a felicidade; a paixão envolve e abandona com a mesma rapidez suas vítimas, que ficam a mercê do destino. Depois que passa a paixão, as pessoas se consolam com os dias da semana à espera do sábado, quando há a esperança de recuperar os dias perdidos, esquecidos de que sábado é ilusão.De acordo com Fátima Campidelli, diretora da montagem, interessava ao grupo encontrar um texto e montar um espetáculo cujo tema fosse o amor. “A vida sofre muitas mudanças, mas ainda nos deixamos iludir diante da paixão”, enfatizou.A peça conta com bonecos especialmente criados e confeccionados pelo grupo. “A linguagem teatral apresenta este jogo ilusionista, num espetáculo atemporal no qual bonecos contracenam com os atores, com imagens e personagens surreais, com o intuito de contar uma história simples”, conclui.O espetáculo faz parte da mostra teatral Cena Livre 2008, projeto itinerante que destaca montagens produzidas pelos alunos de 17 NAC´s da entidade em 12 municípios do Estado: Araraquara, Birigüi, Franca, Itapetininga, Marília, Mauá, Osasco, Piracicaba, Rio Claro, Santo André, Santos e Sorocaba.A montagem, foi produzida pelo Núcleo de Artes Cênicas (NAC) do SESI Marília.


Direção: Fátima Campidelli
Assistente de Direção: João Moraes
Elenco: Chico Souza, Daniela Martins, Thais Bueno, Daniela Romero, Valcyr Silva, Michel Mancini, Celina Souza, Giselle Falchi, Daia Périco, Paula Dyonisio, Emerson do Campo, Leandro Negri, Luccas de Monte Carlo.
Figurino: O grupo
Objeto e Bonecos: Luccas de Monte Carlo, Celina Souza, Giselle Falchi, João Gabriel, Valcyr Silva, Rogério Bertolin e Fátima Campidelli.
Fotos: Marina Ravazzi
Concepção de Cenário: Rogério Bertolin, Fátima Campidelli e Luccas de Monte Carlo
Concepção de Luz: Rogério Bertolin
Operador de Luz: Gabriel Garcez
Operador de Som: Luis Lourencinni


SERVIÇO:
Cena Livre 2008
Espetáculo: Sábado é Ilusão
Local: SESI Araraquara – Av. Dr. Otaviano de Arruda Campos, 686 – Jardim Floridiana
Datas e horários: dias 29 e 30/11 (sábado e domingo), às 20 horas.
Duração: 60 minutos
Capacidade: 220 lugares
Informações: (16) 3337-4897
Recomendação etária: Não recomendado para menores de 14 anos.
Entrada: franca - os ingressos devem ser retirados uma hora antes do início do espetáculo


SESI-SP e SENAI-SP / FIESP www.sesisp.org.br e www.senaisp.org.br
Jornalistas Responsáveis: Rosângela Gallardo (MTb. 23.025); Evelyne Lorenzetti (MTb. 42.375); Mônica Lemos (MTb. 43.939) e Carlos Amoedo (MTb. 18.950).
Apoio de atendimento: Deborah Vasconcelos e Michele Carvalho
E-mail: imprensa@sesisenaisp.org.br
Telefones: (11) 3146-7703 / 7706 / 7702 / 7715 / 7724 / 772

27 de novembro de 2008

Maratona Cultural no Teatro Wallace!!!

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Você sabe quem foi Wallace Leal Valentim Rodrigues???
O grande artista Wallace Leal Valentim Rodrigues nasceu em 11 de dezembro de 1924, em Divisa, estado do Espírito Santo e veio para Araraquara com a família na década de 30. Ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista, foi produtor, autor do roteiro e diretor do filme "Santo Antonio e a Vaca", rodado na região em 1958 sobre o folclore regional, uma obra de profundo alcance social quando a idéia principal seria "desde que tenhamos onde nos encostar, jamais seguiremos nossos passos sozinhos".Realizou seu primeiro filme em 1953: o documentário "Aurora de uma Cidade". Depois formou com amigos, o Clube do Cinema na cidade, atividade que durou somente um ano.Foi diretor e ensaiador do TECA (Teatro Experimental de Comédia de Araraquara) – grupo responsável pelo mais importante movimento teatral da história local, fundado em maio de 1955. Acompanhou e colaborou com a primeira escola de ballet da cidade "Escola de Ballet Mímica de Araraquara", desde sua fundação, maquilando e apoiando nos figurinos e cenários das apresentações por longos tempos.Como escritor, produziu diversos livros, a maioria deles na ideologia espírita, tendo traduzido outros para a Editora Clarim, do vizinho município de Matão. Em agosto de 1964 ele publicou um texto "Araraquara – Ano 2017", em que imaginou uma cidade, 53 anos à frente, mas modificada radicalmente pela sua capacidade poética. Considerado pela crítica especializada como uma das pessoas mais cultas dos últimos anos em nosso país, aos 62 anos, Wallace teve seu estado de saúde comprometido e faleceu a 13 de setembro de 1988.

MOSTRA WALLACE PROPÕE MARATONA CULTURAL

Uma programação especial toma conta do Teatro Wallace Leal Valentim Rodrigues e da quadra da Casa da Cultura Luiz Antônio Martinez Corrêa, no próximo final de semana, nos dias 29 e 30: é a III Mostra Wallace Leal Valentin Rodrigues, que também contará com atividades no Espaço Cultural Kruppa.
Várias apresentações de teatro, música e dança; mais a exibições de curtas metragens e feira de artesanato, bar cultural e o tradicional Pocket Show formam a programação da Mostra, que se alterna entre a quadra e o palco do teatro (vale lembrar que um espaço está localizado ao lado do outro).
No sábado (29) as atividades começam às 17h e seguem, ininterruptamente, até a madrugada, quando acontece mais uma edição do Pocket Show, com início às 23h e 59. A programação do sábado conta com duas apresentações, denominadas Curto-circuito, no Espaço Cultural kruppa. No domingo a programação começa às 17h, e a última atividade será às 21h.
Diversos artistas da cidade estão na programação, com destaque para o grupo Gestus e a Cia. Ditirambo (dança contemporânea); Cia. Polichinelo, grupo Texc, Bem Me Quer, GUTE, Cia. Seis de Dois (teatro); The Gold River, Cristiano Aguiar (música).Para o secretário municipal da Cultura, Lauro Monteiro, o grande significado da realização da Mostra Wallace Leal Valentin Rodrigues, é - além de relembrar a importância do patrono da Mostra e do teatro que leva o nome desse importante dramaturgo e diretor teatral – “o legado deixado à nossa cidade, que é acima de quaisquer elogios e honrarias, do exemplo do fazer teatral”.
Lauro acredita que o trabalho de Wallace Leal deve ser tomado, pelos diversos grupos de teatro da cidade, como um exemplo de exercício constante da encenação que leva à profissionalização. “Wallace, como amante do teatro, talvez nunca tenha tido a pretensão de viver profissionalmente da sua arte, contudo, seu trabalho era impecável do ponto de vista profissional, buscando o melhor na dramatização, nos figurinos, na cenografia, e na possibilidade de desenvolver, no auge do teatro da década de 50 do século passado, a estrutura de arena: uma vanguarda na época”.O secretário aponta que, os grupos engajados na Mostra Wallace Leal, estão refletindo a produção teatral atual, suas vertentes principais e caminhos que devem ser seguidos daqui para a frente.O Teatro Wallace Leal Valentim Rodrigues está localizado na avenida Espanha, nº 485, anexo à Casa da Cultura Luiz Antônio Martinez Corrêa. Hoje, o “Teatro de Bolso” – como é chamado carinhosamente o Teatro Wallace Leal – abriga a todos os artistas que nele queiram exercitar o fazer artístico, sendo ele no teatro, dança, música - entre outros.


Confira a programação:

Sábado 29.11

17h - Folia de Natal: “Folguedo Bem Brasileiro” – GUTE (na quadra da Casa da Cultura)“Folia de Natal” é um Auto que reúne as festas de Santos Reis, com seus foliões e suas músicas; os versos poéticos compostos inteiramente em redondilha menor, com sua origem na Idade Média; além de uma dramatização do Ciclo do Natal com características próprias de Teatro de Rua e personagens típicos brasileiros.A encenação resgata as manifestações que caracterizam o Auto Natalino, relacionando-as com as festas populares brasileiras do Reisado, Folia de Reis, Presépio e Pastoril, que expressam em sua totalidade o Ciclo da Natividade.“Folia de Natal” encena um presépio regionalista, com Maria e José retirantes e um Boiadeiro, um Caipira e um Cangaceiro como os Três Reis Magos. Os atores dão inicio ao Folguedo natalino, declamando, representando e cantando o nascimento de Deus menino.

18h - Filme: “Viagem”, de Rubens Miranda (no Teatro Wallace)
O média metragem “A Viagem”, produzido em 2007, conta a história de um jovem empresário que fica irritado com a quantidade de telefonemas com assuntos irritantes que recebe. Ele só consegue paz quando chega sua secretária, que passa a atender os telefonemas. É nessa hora que ele vai até a janela do escritório e passa a "viajar".

18h e 30 - Documentário: “Pindorama”, de Fernando Belletti (Teatro Wallace)
“Pindorama” (2004) retrata as realidades, sonhos e esperanças dos moradores de uma rua do Jardim América, em Araraquara. O documentário foi produzido numa parceria entre Casa do Saci, Imaginariun e Dream Studio.

18h e 45 - Filme: “Descomeço”, de Carla Tito e Lell Trevisan (Teatro Wallace)
No filme, Lídia é um travesti que está de volta a sua cidade natal. Confusa com sua condição e auto-destrutiva, ela terá que passar por situações difíceis até reencontrar o seu passado. Ao encontrar Bruna, uma moça que luta contra uma doença incurável, a viagem de Lídia, em busca de sua essência, torna-se inadiável. A partir desse momento, Lídia terá que enfrentar, de forma cabal, os seus medos e fantasmas do passado.

19h e 20h - Teatro: “Curto Circuito” (no Espaço Cultural Kruppa)
Num breve circuito, reflexões poéticas sobre o ser e o estar no mundo contemporâneo. O exercício cênico traz colagens de textos de: Alice Ruiz, Arnaldo Antunes, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Eduardo Alves da Costa, Fernando Pessoa, João Cabral de Mello Neto, e Maiakovsk. Com os alunos da oficina de teatro realizada na Kruppa, em parceira com a Oficina Regional Cultural Lélia Abramo.

20h - Documentário: “Poesia do Tempo”, de Rubens Miranda (Teatro Wallace)
“Poesia do Tempo” é uma produção realizada no Projeto Aracoara Doc, no Sesc Araraquara, em 2006. Mostra a mudança que o tempo faz na cidade, apresentando imagens de ontem e de hoje de Araraquara. O documentário é assinado por Paulo Delfini, Rozana Gaban e Rubens Miranda, com produção da Casa do Saci.

20h e 15 - Leitura dramatizada: “Araraquara - Ano de 2017” (Teatro Wallace)
No texto, escrito em agosto de 1964, Wallace Leal imaginou uma cidade 53 anos à frente, modificada radicalmente pela sua capacidade poética.

20h e 30 - Samba: “Das raízes a Eletrônica” (quadra)
Os músicos Adriana César e Fernando Gonçalves apresentam um show sem fronteiras ou preconceitos, e também despido de pretensão de obra musical totalizante. O repertório da dupla mexe nos terreiros por onde o samba se infiltrou - da pobreza a nobreza, da ortodoxia à miscigenação – “essa herança genética que os escravos deixaram e que se misturou deliciosamente a toda pluralidade genética e cultural do nosso povo brasileiro”.

22h - Prosoprotrópicos (Teatro Wallace)
“Os Prosoprotrópicos”, ou “Cia Araraquariana de Multiartes”, apresenta um espetáculo de título bem peculiar: “4 Atos em 19 Ethos, cada Ethos com 3 minutos e a cada 3 minutos um novo Ethos, sendo que o 6º Ethos tem 6 minutos”. A montagem contemporânea reúne teatro, dança, música e poesia para descrever com bom humor as quatro estações do homem: a primavera – “Em busca da Terra do Nunca”, o verão – “Eu Tenho a Força”, o outono - “Em busca da Terra do Sempre”, e o inverno – “A Cryptonita”.O espetáculo é continuidade de um processo em desenvolvimento pelo grupo, e mistura interatividade e arte pós-moderna através de um experimento sensorial e artístico com a platéia, estabelecendo uma comunicação “Ultra Língua”.
No elenco estão: Carol Gierwiatowski, Daniel Marcondes, Danilo Baldassari, Jobert Gaigher, Luciano Pacchioni, Luiz Rosario Marcela Barbosa, Marlon Duenhas, Nuriah Gaigher, Thiago Britto e colaboradores.

23h - Dança: “Deja me que te mires”, com Ditirambo (quadra)
“Deja me que te mires” é uma transcrição da estética do cineasta Pedro Almodóvar para a dança. O trabalho explora o universo e conflitos de suas personagens, os contextos de sua obra e sua abordagem artística.
O estilo e a proposta estética do cineasta, bem como a presença de temas como a sexualidade, o confronto com a religiosidade e o inusitado nas relações afetivas, são apresentados no trabalho da Ditirambo. O inesperado e o cômico, tão bem dosados nas obras de Almodóvar, são eixos dessa proposta de dança.Com: Carlos Fonseca, Renata Pestana, Daniela Perez, Lílian Penteado, Gustavo. Direção: Carlos Fonseca.

23h e 59 Pocket Show - Destaque show com Cristiano Aguiar e apresentações do Grupo Thiass (quadra).Cristiano Aguiar apresenta o show “A Corda e a Letra no Novo Século”, que traz um passeio por compositores e poetas que fizeram a diferença na última década do século XX e que mostram novos rumos para a música popular brasileira no século XXI.

Domingo 30.11

17h - Teatro infantil: “Era uma Vez um Gato Xadrez”, com Cia. Polichinelo (Teatro Wallace Leal)A Cia. Polichinelo apresenta dois quadros bem humorados do espetáculo "Era uma Vez um Gato Xadrez". O espetáculo fala sobre um Gato e o cão Bigodinho - seu fiel amigo que resolvem contar histórias enquanto viajam pelo mundo afora.Em uma delas, duas galinhas aprendem que não devem menosprezar ninguém, muito menos a nova vizinha. Em uma outra, uma grande artista vai se apresentar para o grande público - a Pulga Silga - uma grande sapateadora.A direção e o texto são de Márcio Pontes. No elenco: Carolina Jorge, Ricardo Dimas e Márcio Pontes. Som e iluminação a cargo de Yuri Valério.

18h00 – Teatro infantil: “Mais um conto de Maria”, com Cia. Texc (quadra)
“Mais um Conto de Maria” é um espetáculo onde se encontra as personagens clássicas universais de “A Gata Borralheira/Cinderela”, só que aqui é contado através de dois amigos, grandes poetas do sertão. Dessa vez, a obra recria o universo de Maria imerso no mundo mágico sertanejo, com todos os elementos caros à sua cultura.Maria terá que encarar uma série de peripécias até que seu final feliz a encontre. Nesse meio tempo, o público se deliciará com os cordelistas, poetas do sertão, que contarão à sua maneira em verso e prosa, as terríveis - ao mesmo tempo deliciosas - desanventuras que a protagonista enfrentará, ainda que conte com a ajuda do tão distinto público. Mais uma vez, o bem vence o mal: Maria encontra seu príncipe e conclui-se uma das mais lindas histórias, com direito a até buchada de bode.

19h – Teatro adulto: “Bastidores”, com Cia. Seis de Dois (Teatro Wallace Leal)
O lado humano, em situações extremas, no submundo, onde amor e ódio pontuam as variáveis de uma mesma vida. Com Cassiano Ramos, Cintia Vieira e Gabriel Domingues. Produção e fotografia de Mariana Calderan.

20h – Dança: “Assentamento de Idéias” e “Mulata Exportação”, com Grupo Gestus (quadra)As performances do Grupo Gestus integram o projeto “Modos Invisíveis de Fazer Arte”, que tem concepção da carioca Cláudia Muller e recebeu o Prêmio Funarte Klauss Vianna. Com direção geral de Gilsamara Moura e direção artística de Kranya Díaz- Serrano, a apresentação traz a cena os bailarinos Fábio Costa, Luzinete Silva, Rafael Otoni, Gilsamara Moura e Sabrina Kelly.Esse projeto artístico de dança do Gestus, em permanente transformação, foca o ativismo. A performance “Mulata Exportação” será apresentada durante a apresentação da banda Gold River.

20h e 30 – Teatro adulto: “Damas Horizontais”, com Grupo Bem Me Quer (Teatro Wallace Leal)“Damas Horizontais” apresenta três mulheres moradoras de um cabaret, que sobrepostas em tempos, estabelecem sonhos, vontades, tristezas. Elas expõem o seu eu mais íntimo. Sofrimento, amargura, felicidade - e todos os sentimentos de seus universos - escancaram ao mundo a sensibilidade da mulher.
O espetáculo tem como objetivo levar ao público diferentes formas de experiências femininas, mostrando que nem tudo o que se vê é o que se parece ver. E, que se olhar além, se vê a sensibilidade que habita nos olhos de todas, com suas personalidades diferentes.“Damas Horizontais” possibilita ao espectador uma passagem de tempo, de encontros e desencontros, de histórias já escritas e histórias que serão escritas. Um momento atemporal, que transcende a imaginação e coloca em cena experiências relatadas e experiências fictícias, tendo na sala de exposição relatos e fotos de prostitutas, operárias... mulheres, tão mulheres.No elenco estão: Fabiana Virgilio, Raquel Nascimento, Talita Carmo, além do músico Gustavo Aragoni. A direção é de Carlinhos Fonseca; o cenário de Débora Carol Segura; músicas de André Rafael; e preparação vocal de Adriana Gennari.

21h – Música: “The Gold River – Rockabilly Four” (quadra)A banda Gold River revisita clássicos do rock´n roll, blues e jazz dos EUA. Os integrantes - Rafael Biasiolo (vocais), Douglas Lapena (guitarra), Wiliam (Bateria) e Gelsner (Baixo) – ilustram temas instrumentais de The Ventures, e ainda tocam várias releituras de bandas como Mc5, Elvis Presley, Chuck Berry, The Stray Cats, The Beatles, Eddie Cochran, Ray Charles, Gene Vincent - entre vários outros.

24 de novembro de 2008

Mostra NAC 2008 no SESI!!!

Foto/Tiago Pilla

SESI APRESENTA A MOSTRA NAC 2008

O Núcleo de Artes Cênicas (NAC) do SESI Araraquara realizará nos dias 25, 26 e 27 deste mês a MOSTRA NAC 2008. Todos os espetáculos serão realizados no Teatro da unidade. A entrada é gratuita, podendo ser trocado por um kg de alimento ou brinquedo para a Campanha de Doação de Brinquedos 2008
Araraquara, 19/11/2008 – A mostra é um mosaico da produção artística da unidade que neste ano conta com quase 150 alunos matriculados em seus Cursos Livres de Teatro e de Montagem Teatral.
Para Álvaro Filho, orientador do NAC local, a mostra é um importante e único momento dos grupos trocarem experiências sobre os processos de trabalho, além de assistirem a todas as produções.
Para este ano, o orientador pretende realizar, no último dia da Mostra, o Painel Teatral 2008/ Comunicações, onde cada turma terá o seu momento para relatar experiências e aprendizagens teatrais.
Integram o projeto Mostra NAC 2008 as seguintes peças:

Mataram minha inocência (Curso Livre I) – Duração: 40 minutos / Não recomendado para menores de 12 anos
A peça reúne várias personagens clássicas dos contos infantis tradicionais, como Rapunzel, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, que se encontram confinadas, em pleno século 21, em uma cela, por vários delitos cometidos ao longo da vida e que resolvem contar como foram parar ali.
DIA 25/11 às 14 horas

A Pele (Curso Livre III - Adulto) – Duração: 50 minutos / Não recomendado para menores de 14 anos
O espetáculo tem como tema central o amor. Mas com humor. Para o grupo e a Direção, a opção foi a de não fazer uma abordagem comum do amor escrevendo uma história com começo, meio e fim. O que se vê foi às várias possibilidades de se viver o amor, inclusive por um casal serial killer. A montagem ora utiliza situações bizarras, ora lugares comuns que costumavam habitar o universo de qualquer tipo de relação amorosa.
DIA 25/11 às 20 horas

A Tirana (Curso Livre IV) - Duração: 45 minutos / Livre para todas as idades
A peça trata da forma com que o universo da moda está presente no cotidiano dos jovens, “caminhando para transformá-los em ‘homens-etiquetas’, principalmente na fase adulta”. O espetáculo mostra, com irreverência e sensibilidade, a adequação das formas de consumo que se criam e recriam dia-a-dia.
Segundo Álvaro Filho, diretor da peça, “a montagem surgiu da necessidade dos jovens de mostrar suas inquietações com um ethos que se modifica cada vez mais rápido, tornando obsoletas experiências recentes como a de seus pais”. É uma tentativa dos próprios alunos, que tem de 10 a 15 anos, de mostrar as inquietações que surgem da supervalorização da esfera da moda na atualidade.
DIA 26/11 às 14 horas

Invenção Poética das Lembranças (Grupo de Montagem) – Duração: 50 minutos / Não recomendado para menores de 12 anos
Agnes é uma velha atriz à beira da morte cujo desejo, nos seus últimos momentos, é reunir todas as suas lembranças (vividas ou inventadas) para “partir”.
A peça cria uma narrativa fragmentada, fortemente influenciada pela linguagem cinematográfica, com sugestão de imagens e personagens que partem de memórias individuais para criarem esboços surrealistas e universais.
De acordo com o diretor, Álvaro Filho, o espetáculo rompe as estruturas tradicionais da encenação, abandonando explicações, descrições e seqüências lineares para propor um profundo mergulho na alma humana. “Caberá ao público preencher os vazios e as imprecisões da montagem com suas próprias experiências de vida e transformações do cotidiano”, observa.
DIA 26/11 às 20 horas


Sobre o tempo (Curso Livre II) – Duração: 40 minutos / Livre para todas as idades
A peça conta a história de Pedro, um menino muito ligado à família e que se depara com a morte de um ente muito querido e importante na sua vida, o avô. À partir de então ele começa a viajar pelas lembranças das histórias que ouvia dele suscitadas por objetos que ele encontra e um bilhete deixado por seu avô antes de morrer.
DIA 27/11 às 20 horas

SERVIÇO:
MOSTRA NAC 2008
Local: SESI Araraquara – Av. Dr. Otaviano de Arruda Campos, 686 – Jardim Floridiana
Dias e horário: dias 25, 26 e 27/11 (terça, quarta e quinta), às 14 horas e às 20 horas.
Capacidade: 220 lugares por apresentação
Informações: (16) 3337-4897 / 3100
Entrada: Franca – podendo ser trocada por um kg de alimento ou brinquedo para a Campanha de Doação de Brinquedos 2008
Informações: (16) 3337-3100/4897




23 de novembro de 2008

A tela grande e suas inesquecíveis musas...

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É impossível falar em cinema e não mencionar os clássicos e suas divas.Lindas mulheres com seus maravilhosos vestidos e uma beleza natural que me encantava e me fazia sonhar.Ficava deslumbrada com o requinte, as plumas e a delicadeza de gestos que cada uma delas despertava em mim a pressa de querer ser moça.Fecho os olhos e recordo com saudades quando assisti o famoso filme "Gilda" com a estonteante, maravilhosa, talentosa e sensualíssima Rita Hayworth.É impossível esquecer os olhares de Gilda (Rita) e Johnny Farrell (Glenn Ford) no reencontro inesperado que reacende uma paixão antiga. O drama dos anos 40 com frases dúbias é considerado um dos filmes mais eróticos da época. A personagem foi criada especialmente para Rita que teve a voz emprestada por Anita Ellis na cena sedutora que canta no clube noturno.Sempre valerá rever ... E encantar-se!!!


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Encantando... Sonhando... Pensando... Sentindo!!!

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Canção
No desequilíbrio dos mares,
as proas giram sozinhas...
Numa das naves que afundaram
é que certamente tu vinhas.

Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto

Quando as ondas te carregaram
meu olhos, entre águas e areias,
cegaram como os das estátuas,
a tudo quanto existe alheias.

Minhas mãos pararam sobre o ar
e endureceram junto ao vento,
e perderam a cor que tinham
e a lembrança do movimento.

E o sorriso que eu te levava
desprendeu-se e caiu de mim:
e só talvez ele ainda viva
dentro destas águas sem fim.

Cecília Meireles

21 de novembro de 2008

Dani & Danilo e Alma Caipira!!!

Foi-se um tempo que era vergonhoso o termo "caipira"... Ou era apenas usado para as pessoas que moravam em sítios, fazendas e pequeninas cidades.Hoje temos orgulho de sermos chamados de caipira...Obrigada meus queridos amigos por poder registrar este momento especial na carreira de vocês.Fica aqui registrado o meu carinho, respeito e orgulho de também ser uma caipira.Fiquem com Deus sempre em seus corações!!!
A linda presença de Tinoco que completou 88 anos.
Tinoco e Danilo em um dos lindos momentos da noite




Sandra & Danilo & Dani...







Agradeço sempre as novas oportunidades de trabalho,pois são elas que trazem para perto pessoas especiais... Fui ao Teatro Municipal fotografar a homenagem do "Duo Glacial', os fantásticos irmãos Ana e Miguel que na ocasião receberam o Título de Cidadão Benemérito. Mais que justa a homenagem para quem está na estrada a mais de 50 anos. A noite foi emocionante e os irmãos receberam vários amigos da cidade e região e a dupla Dani & Danilo também estiveram abrilhantando o evento.Fiz questão de publicar as fotos na coluna e prestigiar aqueles que fizeram da homenagem de Ana e Miguel especial e inesquecível.Após a publicação da foto da dupla Dani & Danilo, recebi um e-mail muito gentil de agradecimento por ter publicado a foto na coluna em nome da dupla, claro Sandra Muniz a empresária. Trocamos e-mails e fortalecemos laços que para muitos seria apenas mais um contato profissional.Sandra me convidou para o show da dupla Gian & Giovani e naquela noite nos conhecemos pessoalmente.Ao conhecê-la senti que a nossa amizade seria fortalecida, Sandra esbanja energia e simplicidade e possui pureza na alma... Conheci o Dani e o Danilo na mesma noite, dois seres humanos simpáticos e especiais.Esta semana fui convidada para estar presente no lançamento do CD/DVD, o primeiro na carreira da dupla e a emoção??? Está nas fotos feitas na noite de quarta-feira.





Sensibilidade...

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"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas.Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música.Aí, encantada com a beleza da música,ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes". Rubem Alves

20 de novembro de 2008

Ao som do mar ... e Castro Alves!!!

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Um dos mais conhecidos poemas da literatura brasileira, O Navio Negreiro – Tragédia no Mar foi concluído pelo poeta em São Paulo, em 1868. Quase vinte anos depois, portanto, da promulgação da Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico de escravos, de 4 de setembro de 1850. A proibição, no entanto, não vingou de todo, o que levou Castro Alves a se empenhar na denúncia da miséria a que eram submetidos os africanos na cruel travessia oceânica. É preciso lembrar que, em média, menos da metade dos escravos embarcados nos navios negreiros completavam a viagem com vida.Composto em seis partes, o poema alterna métricas variadas para obter o efeito rítmico mais adequado a cada situação retratada. A imensidão do mar e seu reflexo na vastidão dos céus: Eis a beleza e a sensibilidade do poeta!!!

Navio Negreiro

'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dois é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, levitan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.

II

Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.

Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!

O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!

Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as pragas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...

III

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!

IV

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!

V


Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!

Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...

São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .

São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
Adeus, ó choça do monte,
Adeus, palmeiras da fonte!...
Adeus, amores... adeus!...

Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.

Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!

VI

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e covardia!
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea praga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

Programação especial!!!

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O feriado municipal de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, em Araraquara, será comemorado com várias atividades, incluindo o lançamento do portal internacional Africas (www.africas.com.br).O Dia da Consciência Negra é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos - comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares - o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Além do lançamento do portal Áfricas, a programação do Dia da Consciência Negra conta também com 4ª Campanha Mulheres e Homens contra a Violência e o Racismo, Festival Esportivo de voleibol feminino e basquete de rua, e Prêmio Zumbi - Apresentação Cultural Grupo Afro Carmelita Campos - Tema “Os Orixás”.O site www.africas.com.br, é um portal internacional coordenado por membros do movimento negro na cidade. O site trará artigos e estudos sobre a população negra assinados por jornalistas e articulistas ligados ao movimento. Além disso, notícias, músicas, fórum, personalidades, agenda, colunistas, rádio e tevê complementam o conteúdo.De acordo com Washington Andrade, assessor especial de Políticas para a Igualdade Racial e diretor do portal, o Áfricas reunirá profissionais brasileiros, dos Estados Unidos e Angola ligados ao movimento negro, para disseminar a cultura negra de modo geral, assim como a propositura de soluções visando à igualdade racial. “O Áfricas será um portal, um instrumento de conscientização, formação e informação para a comunidade negra e a sociedade mais sensível aos problemas advindos do racismo no Brasil e no mundo”.Observando os mecanismos de comunicação midiática, segundo o diretor do portal, é patente notar que há uma invisibilidade dos segmentos populacionais negros nos diversos ambientes de produção, transmissão e recepção de mensagens culturais da indústria da mídia. “Seja nas telas da TV, nas folhas dos grandes jornais e revistas, seja nos programas radiofônicos ou no mundo virtual do ciberespaço, o povo negro é constantemente deixado à margem dos meios de comunicação”.O projeto Áfricas tem como proposta inicial formar e informar, aos interessados do mundo todo, da necessidade de se tomar ciência e consciência sobre a temática racial, o racismo e sobre a cultura negra em geral. “Além de ser um instrumento de informação sobre os grandes temas da atualidade, que dizem respeito tanto aos negros quanto aos não negros”, complementa Washington.O portal se propõe a levar aos internautas o interesse pela temática racial, de modo que possa ser um mediador e um formador de opinião de um dos grandes problemas enfrentados pela sociedade atual. Assim, a intenção do portal é ser mais uma ferramenta para discutir e propor soluções para retirar o povo negro brasileiro e de outras regiões do mundo da condição de invisibilidade social, política, econômica e cultural em que se encontra.“Nossa proposta é formar cidadãos cientes e consciências sobre as relações étnico-raciais no Brasil e no mundo, mantendo-os informados, inclusive, sobre a grandiosidade e a riqueza da cultura africana, afro-brasileira e as demais culturas afro-diaspóricas, bem como sobre assuntos que suscitam a discussão da igualdade de oportunidades entre os povos”.“É vital para a comunidade negra mundial a criação de mecanismos que lhes proporciona a produção e a transmissão de mensagens que valorize a tradição, a cultura e as maneiras de ser de cada uma das populações afrodescendentes espalhadas pelo globo.Acreditamos que a circulação de informação com um recorte étnico-racial, integrada a uma rede de sites e portais interessados em discutir a condição das populações negras em escala planetária, é de extrema importância para desenvolver a comunicação e a solidariedade entre a população afro-diaspóricas.Os diretores do site, apostam para o futuro, na criação de ferramentas que complementem o conteúdo virtual: a criação de uma rádio web, com programação 24h; e da TV Áfricas, um canal destinado a entrevistas e documentários.Vale lembrar que o lançamento será apenas “virtual”, sem a realização de evento “físico”.(Texto de Tadeu Queiroz , assessor de imprensa da Prefeitura Municipal de Araraquara)

19 de novembro de 2008

O Orfeu de Vinícius, mais que providencial!!!

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Na noite do dia 25 de setembro de 1956, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a peça Orfeu da Conceição, do poeta brasileiro Vinícius de Morais (1913-1980). Esta peça é uma adaptação do mito grego do lendário cantor Orfeu, cuja lira, dotada de sons melodiosos, amansava as feras que vinham deitar-se-lhe aos pés. Filho da musa Calíope, ele resgatou a sua esposa Eurídice do Inferno, após ela ter sido picada por serpente. A história de Vinícius decorre numa favela carioca, durante os três dias de carnaval.Em 1959, o diretor francês MarceI Camus transpôs a peça para o cinema. Daí surgiu o filme Orfeu Negro, com músicas de Luiz Bonfá e Tom Jobim, a negra atriz americana Marpessa Dawn, os negros brasileiros Breno Mello, Lourdes de Oliveira e Adhemar da Silva. Cheio de belas imagens, como a do romper do sol na favela, a do aparecimento da Morte numa central elétrica, e ainda com o som dos sambas empolgantes, a película baseada na obra do letrista de "Garota de Ipanema", além de alcançar grande sucesso comercial, ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood.Pois bem, nesse ano de 1959, uma jovem americana de dezesseis anos, extremamente branca, sem um pingo de sangue negro, chamada Stanley Ann Dunham, nascida no Kansas, resolveu assistir em Chicago ao primeiro filme estrangeiro de sua existência. Foi ver o Orfeu Negro, só com atores negros, paisagens brasileiras, música brasileira, história brasileira. Ela saiu do cinema em estado de êxtase, maravilhada. Adorou aqueles negros encantadores de um país tropical e logo admitiu:"Nunca vi coisa mais linda, em toda a minha vida."
Depois de tal arrebatamento, a jovem Stanley embarcou para o Havaí. E ali, aos dezoito anos, ela se tornou colega, numa aula de russo, de um jovem negro de vinte e três anos, Barack Hussein Obama, nascido no Quênia. A moça branca do Kansas, influenciada pelo filme Orfeu Negro, entregou-se a ele e dessa união inter-racial, nasceu em 4 de agosto de 1961 um menino, a quem ela deu o mesmo nome do pai e que é agora, aos quarenta e seis anos, o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos.Eis um detalhe perturbador: comparando duas fotografias, descobri enorme semelhança física entre o brasileiro Breno Mello, o Orfeu do filme Orfeu Negro, e o queniano Barack Hussein Obama, pai do filho da americana Stanley Ann Dunham.No começo da década de 1980, ao visitar o seu filho em Nova York, a senhora Stanley o convidou para ver o filme Orfeu Negro. Segundo o depoimento do próprio Barack, no meio do filme ele se sentiu entediado, quis ir embora. Disposto a fazer isto, desistiu do seu propósito, no momento em que olhou o rosto da mãe, iluminado pela tela. A fisionomia da senhora Stanley mostrava deslumbramento. Então o filho pôde entender, como se deduz da sua autobiografia, porque ela, tão branca, tão anglo-saxônica, uniu-se ao seu pai, tão negro, tão africano... Não há dúvida, a sexualidade às vezes percorre caminhos misteriosos, que alteram de modo decisivo os rumos da história universal.Se não fosse o fascínio da branca mãe de Barack Obama pelo filme Orfeu Negro, ela não se entregaria ao rapaz queniano, um preto retinto.A rigor, sem o Brasil, sem a história do poeta brasileiro Vinícius de Morais, o filme Orfeu Negro não existiria. Portanto, se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido.
Este artigo foi escrito por Fernando Jorge que é jornalista e escritor no mês de agosto, recebi do meu amigo Marcelo Rodrigues esta semana e achei providencial postar já que estamos comemorando o "Dia da Consciência Negra" . Fatos interessantes que valem a pena registrar,obrigada Marcelo !!!
Aproveite e ouça na voz de Toni Garrido a bela composição "Manhã de Carnaval".

Sabedoria!!!

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"Não podemos determinar exatamente o que irá acontecer amanhã ou depois, mas podemos colocar em movimento uma energia positiva com a esperança de que ela voltará para nós. Quando alguém joga uma pedra no meio de um lago, as ondas formadas irradiam até a borda e depois voltam em contra corrente até o centro. Da mesma forma, a benção que emitimos para o mundo voltará para nós. Projetamos nossa virtude ao desconhecido, como uma oração que alça vôo em direção ao divino e traz a recompensa, em algum momento, para aquele que rezou."
Brahma Kumaris

Dia da Bandeira!!!

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A poesia de Castro Alves em homenagem a nossa linda Bandeira.


São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
Castro Alves

Novos carinhos...

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Legal Maribel, vamos acessá-lo com certeza.
Abraços Ovidio


PARABÉNS AMIGA!!!
É ISSO AÍ, NADA COMO TER FÉ E VONTADE DE CRIAR!!!
SUCESSO!
Beijos
Euzania


Olá Maribel! Você fez um excelente trabalho,
deu à coluna social uma contribuição mais intelectual
e cultural...foi muito bom.Sucesso na nova empreitada,
que eu sei que será tão boa quanto. As energias conspiram
a quem as usa bem, querida, lembra-se?
bjssss,conte comigo também.
patty


VOCÊ VAI CONTINUAR SEMPRE SER NOSSA
GRANDE AMIGA E PARCEIRA!!! E TE DESEJAMOS
MUITO SUCESSO!!! Sucesso!!!!!!!!!!!!Muito Sucesso,
é o que te desejamos de coração. Muito bjs!!!
Sandra, Dani e Danilo.


Oi lindaaaaaaa!
Amei seu blog.
De muito bom gosto,
como tudo que vc faz
lógico!
Beijo no coração
Saudade doce
Selene Lagana


PARABÉNS E
SUCESSO MARIBEL!
AMEI!!!!!!
BEIJOS
SUELI


Achei muito legal o teu blog!
Nos vemos... abraços
Maurício Salazar Amorin


olá, acabei de dar uma olhada no blog,
está bem legal hein???
Parabéns e sucesso sempre, bjo.
Mastrangelo


Oii,minha lindaaa!!!Como sempre....
você sempre se supera...e não desiste nunca...
Parabéns pelo amor que você tem em tudo que faz,
isto justifica seu sucesso...beijos...amei tudo
Cilene Faglioni

QUEM DISSE QUE NUNCA MAIS IRÍAMOS
TER NOVIDADES E A AGENDA DOS
EVENTOS DE NOSSA CIDADE??!!??
NO BLOG DE MARIBEL SANTOS,
HÁ UMA AGENDA COMPLETA!
VISITEM E DIVULGUEM!
VAI NOS AJUDAR E MUITO
EM NOSSAS ATIVIDADES
COMPLEMENTARES!
OBRIGADA MARIBEL!!!!!!!!
Juliana Lourenço - 3º ano ADM

Maribel:
Visitei seu blog, mas não consegui postar comentários. Está com a mesma carinha da coluna do jornal!
Parabéns por esse dom de transmitir tanto carinho, amor e sensibilidade em suas palavras!
Se as pessoas fossem assim como você: sensível, intensa, o mundo seria muito melhor!!!
Visitarei sempre o blog e também divulgarei!!!
Abraços,Maura Pierobon.

Querida Bom dia.. ... o seu blog já esta inserido na minha de lista de Favoritos. Já olhei sim, e por sinal ontem dia 19/11. Minhas olhadas infelizmente são rápidas, mas procura estar atento as mudanças e novas criações. Vc realmente está muito boa na informática. Vc realmente demonstra muito desembaraço nestas questões. Para quem começou a pouco tempo... vc esta dando um "baile"... Parabéns. O blog então, está ótimo.... daqui a pouco tempo ele estará melhor ainda e com muito mais visitas. O seu conteúdo é realmente de uma artista. Suas colocações demonstram sua sensibilidade e ao mesmo tempo força e personalidade. Sua marca é contundente,todos notam.... Faz parte de sua alma .... aliás, isto já estava marcado na sua época de colunista, agora na net. Bom trabalho e vá em frente....
bjs,Antonio.


Gostei muito do blog!!
Bem variado e informativo... Bjão!!!
Roberto

MARIBEL
ADOREI VER MINHA MENSAGEM POSTADA AQUI EM SEU BLOG!
A VARIEDADE E AGENDA CULTURAL ESTÁ AJUDANDO NÃO SÓ A MIM MAS AOS DEMAIS ALUNOS QUE PRECISAM CUMPRIR ATIVIDADES EXTRAS, E É EXATAMENTE ESSE TIPO DE ATIVIDADE COMO TEATRO, CINEMA, SHOWS, PALESTRAS, EXPOSIÇÕES QUE PRECISAMOS E DEVEMOS PARTICIPAR CONTRIBUINDO ASSIM PARA O NOSSO FUTURO PROFISSIONAL!
ELABOREI UM CARTAZ E COLOQUEI NAS SALAS DO CURSO DE ADM SOBRE SEU BLOG, PODIA NÉ? RS ACHEI MUITO CRIATIVO E GOSTARIA QUE TODOS QUE PUDESSEM TER ACESSO AO BLOG QUE VISITASSEM E CONHECESSEM!
TAMBÉM REPASSEI POR EMAIL, A MENSAGEM QUE PASSOU FALANDO DO BLOG, ESSE FOI COM CÓPIA PRA VC!
PARABÉNS POR ESSA INICIATIVA! E MAIS UMA VEZ OBRIGADA!
BEIJOS,ABRAÇOS.
JULIANA LOURENÇO

Maribel!!! Seu trabalho será sempre respeitado porque vc se mostra uma pessoa totalmente superior, com caráter e dignidade mostrando a todos que não precisa de ninguém para fazer aquilo que realmente ama e orgulha-se de fazer!!! Notei pelo seu blog o quanto as pessoas respeitam e admiram seu trabalho assim como eu toda a galera da Unip!!!
Parabéns mais uma vez!!! Beijo! Ju!!!!

18 de novembro de 2008

Palavras... Pensamentos... Atitudes... e Reflexão!!!

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Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Independência, estavam assinando uma nota promissória de que todo norte americano seria herdeiro. Esta nota foi a promessa de que todos os homens, sim, homens negros assim como homens brancos, teriam garantidos os inalienáveis direitos à vida, liberdade e busca de felicidade. Mas existe algo que preciso dizer à minha gente, que se encontra no cálido limiar que leva ao templo da Justiça. No processo de consecução de nosso legítimo lugar, precisamos não ser culpados de atos errados. Não procuremos satisfazer a nossa sede de liberdade bebendo na taça da amargura e do ódio. Precisamos conduzir nossa luta, para sempre, no alto plano da dignidade e da disciplina. Precisamos não permitir que nosso protesto criativo gere violências físicas. Muitas vezes, precisamos elevar-nos às majestosas alturas do encontro da força física com a força da alma; e a maravilhosa e nova combatividade que engolfou a comunidade negra não deve levar-nos à desconfiança de todas as pessoas brancas. Isto porque muitos de nossos irmãos brancos, como está evidenciado em sua presença hoje aqui, vieram a compreender que seu destino está ligado a nosso destino. E vieram a compreender que sua liberdade está inexplicavelmente unida a nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. E quando caminhamos, precisamos assumir o compromisso de que sempre iremos adiante. Não podemos voltar. Digo-lhes hoje, meus amigos, embora nos defrontemos com as dificuldades de hoje e de amanhã, que eu ainda tenho um sonho. E um sonho profundamente enraizado no sonho norte americano. Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: "Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais". Eu tenho um sonho de que, um dia, nas rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que, um dia, até mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter. Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo espiritual negro: " Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim."

Eu Tenho Um Sonho
Martin Luther King, Jr.
28 de agosto de 1963 Washington, D.C.