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27 de novembro de 2008

Maratona Cultural no Teatro Wallace!!!

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Você sabe quem foi Wallace Leal Valentim Rodrigues???
O grande artista Wallace Leal Valentim Rodrigues nasceu em 11 de dezembro de 1924, em Divisa, estado do Espírito Santo e veio para Araraquara com a família na década de 30. Ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista, foi produtor, autor do roteiro e diretor do filme "Santo Antonio e a Vaca", rodado na região em 1958 sobre o folclore regional, uma obra de profundo alcance social quando a idéia principal seria "desde que tenhamos onde nos encostar, jamais seguiremos nossos passos sozinhos".Realizou seu primeiro filme em 1953: o documentário "Aurora de uma Cidade". Depois formou com amigos, o Clube do Cinema na cidade, atividade que durou somente um ano.Foi diretor e ensaiador do TECA (Teatro Experimental de Comédia de Araraquara) – grupo responsável pelo mais importante movimento teatral da história local, fundado em maio de 1955. Acompanhou e colaborou com a primeira escola de ballet da cidade "Escola de Ballet Mímica de Araraquara", desde sua fundação, maquilando e apoiando nos figurinos e cenários das apresentações por longos tempos.Como escritor, produziu diversos livros, a maioria deles na ideologia espírita, tendo traduzido outros para a Editora Clarim, do vizinho município de Matão. Em agosto de 1964 ele publicou um texto "Araraquara – Ano 2017", em que imaginou uma cidade, 53 anos à frente, mas modificada radicalmente pela sua capacidade poética. Considerado pela crítica especializada como uma das pessoas mais cultas dos últimos anos em nosso país, aos 62 anos, Wallace teve seu estado de saúde comprometido e faleceu a 13 de setembro de 1988.

MOSTRA WALLACE PROPÕE MARATONA CULTURAL

Uma programação especial toma conta do Teatro Wallace Leal Valentim Rodrigues e da quadra da Casa da Cultura Luiz Antônio Martinez Corrêa, no próximo final de semana, nos dias 29 e 30: é a III Mostra Wallace Leal Valentin Rodrigues, que também contará com atividades no Espaço Cultural Kruppa.
Várias apresentações de teatro, música e dança; mais a exibições de curtas metragens e feira de artesanato, bar cultural e o tradicional Pocket Show formam a programação da Mostra, que se alterna entre a quadra e o palco do teatro (vale lembrar que um espaço está localizado ao lado do outro).
No sábado (29) as atividades começam às 17h e seguem, ininterruptamente, até a madrugada, quando acontece mais uma edição do Pocket Show, com início às 23h e 59. A programação do sábado conta com duas apresentações, denominadas Curto-circuito, no Espaço Cultural kruppa. No domingo a programação começa às 17h, e a última atividade será às 21h.
Diversos artistas da cidade estão na programação, com destaque para o grupo Gestus e a Cia. Ditirambo (dança contemporânea); Cia. Polichinelo, grupo Texc, Bem Me Quer, GUTE, Cia. Seis de Dois (teatro); The Gold River, Cristiano Aguiar (música).Para o secretário municipal da Cultura, Lauro Monteiro, o grande significado da realização da Mostra Wallace Leal Valentin Rodrigues, é - além de relembrar a importância do patrono da Mostra e do teatro que leva o nome desse importante dramaturgo e diretor teatral – “o legado deixado à nossa cidade, que é acima de quaisquer elogios e honrarias, do exemplo do fazer teatral”.
Lauro acredita que o trabalho de Wallace Leal deve ser tomado, pelos diversos grupos de teatro da cidade, como um exemplo de exercício constante da encenação que leva à profissionalização. “Wallace, como amante do teatro, talvez nunca tenha tido a pretensão de viver profissionalmente da sua arte, contudo, seu trabalho era impecável do ponto de vista profissional, buscando o melhor na dramatização, nos figurinos, na cenografia, e na possibilidade de desenvolver, no auge do teatro da década de 50 do século passado, a estrutura de arena: uma vanguarda na época”.O secretário aponta que, os grupos engajados na Mostra Wallace Leal, estão refletindo a produção teatral atual, suas vertentes principais e caminhos que devem ser seguidos daqui para a frente.O Teatro Wallace Leal Valentim Rodrigues está localizado na avenida Espanha, nº 485, anexo à Casa da Cultura Luiz Antônio Martinez Corrêa. Hoje, o “Teatro de Bolso” – como é chamado carinhosamente o Teatro Wallace Leal – abriga a todos os artistas que nele queiram exercitar o fazer artístico, sendo ele no teatro, dança, música - entre outros.


Confira a programação:

Sábado 29.11

17h - Folia de Natal: “Folguedo Bem Brasileiro” – GUTE (na quadra da Casa da Cultura)“Folia de Natal” é um Auto que reúne as festas de Santos Reis, com seus foliões e suas músicas; os versos poéticos compostos inteiramente em redondilha menor, com sua origem na Idade Média; além de uma dramatização do Ciclo do Natal com características próprias de Teatro de Rua e personagens típicos brasileiros.A encenação resgata as manifestações que caracterizam o Auto Natalino, relacionando-as com as festas populares brasileiras do Reisado, Folia de Reis, Presépio e Pastoril, que expressam em sua totalidade o Ciclo da Natividade.“Folia de Natal” encena um presépio regionalista, com Maria e José retirantes e um Boiadeiro, um Caipira e um Cangaceiro como os Três Reis Magos. Os atores dão inicio ao Folguedo natalino, declamando, representando e cantando o nascimento de Deus menino.

18h - Filme: “Viagem”, de Rubens Miranda (no Teatro Wallace)
O média metragem “A Viagem”, produzido em 2007, conta a história de um jovem empresário que fica irritado com a quantidade de telefonemas com assuntos irritantes que recebe. Ele só consegue paz quando chega sua secretária, que passa a atender os telefonemas. É nessa hora que ele vai até a janela do escritório e passa a "viajar".

18h e 30 - Documentário: “Pindorama”, de Fernando Belletti (Teatro Wallace)
“Pindorama” (2004) retrata as realidades, sonhos e esperanças dos moradores de uma rua do Jardim América, em Araraquara. O documentário foi produzido numa parceria entre Casa do Saci, Imaginariun e Dream Studio.

18h e 45 - Filme: “Descomeço”, de Carla Tito e Lell Trevisan (Teatro Wallace)
No filme, Lídia é um travesti que está de volta a sua cidade natal. Confusa com sua condição e auto-destrutiva, ela terá que passar por situações difíceis até reencontrar o seu passado. Ao encontrar Bruna, uma moça que luta contra uma doença incurável, a viagem de Lídia, em busca de sua essência, torna-se inadiável. A partir desse momento, Lídia terá que enfrentar, de forma cabal, os seus medos e fantasmas do passado.

19h e 20h - Teatro: “Curto Circuito” (no Espaço Cultural Kruppa)
Num breve circuito, reflexões poéticas sobre o ser e o estar no mundo contemporâneo. O exercício cênico traz colagens de textos de: Alice Ruiz, Arnaldo Antunes, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Eduardo Alves da Costa, Fernando Pessoa, João Cabral de Mello Neto, e Maiakovsk. Com os alunos da oficina de teatro realizada na Kruppa, em parceira com a Oficina Regional Cultural Lélia Abramo.

20h - Documentário: “Poesia do Tempo”, de Rubens Miranda (Teatro Wallace)
“Poesia do Tempo” é uma produção realizada no Projeto Aracoara Doc, no Sesc Araraquara, em 2006. Mostra a mudança que o tempo faz na cidade, apresentando imagens de ontem e de hoje de Araraquara. O documentário é assinado por Paulo Delfini, Rozana Gaban e Rubens Miranda, com produção da Casa do Saci.

20h e 15 - Leitura dramatizada: “Araraquara - Ano de 2017” (Teatro Wallace)
No texto, escrito em agosto de 1964, Wallace Leal imaginou uma cidade 53 anos à frente, modificada radicalmente pela sua capacidade poética.

20h e 30 - Samba: “Das raízes a Eletrônica” (quadra)
Os músicos Adriana César e Fernando Gonçalves apresentam um show sem fronteiras ou preconceitos, e também despido de pretensão de obra musical totalizante. O repertório da dupla mexe nos terreiros por onde o samba se infiltrou - da pobreza a nobreza, da ortodoxia à miscigenação – “essa herança genética que os escravos deixaram e que se misturou deliciosamente a toda pluralidade genética e cultural do nosso povo brasileiro”.

22h - Prosoprotrópicos (Teatro Wallace)
“Os Prosoprotrópicos”, ou “Cia Araraquariana de Multiartes”, apresenta um espetáculo de título bem peculiar: “4 Atos em 19 Ethos, cada Ethos com 3 minutos e a cada 3 minutos um novo Ethos, sendo que o 6º Ethos tem 6 minutos”. A montagem contemporânea reúne teatro, dança, música e poesia para descrever com bom humor as quatro estações do homem: a primavera – “Em busca da Terra do Nunca”, o verão – “Eu Tenho a Força”, o outono - “Em busca da Terra do Sempre”, e o inverno – “A Cryptonita”.O espetáculo é continuidade de um processo em desenvolvimento pelo grupo, e mistura interatividade e arte pós-moderna através de um experimento sensorial e artístico com a platéia, estabelecendo uma comunicação “Ultra Língua”.
No elenco estão: Carol Gierwiatowski, Daniel Marcondes, Danilo Baldassari, Jobert Gaigher, Luciano Pacchioni, Luiz Rosario Marcela Barbosa, Marlon Duenhas, Nuriah Gaigher, Thiago Britto e colaboradores.

23h - Dança: “Deja me que te mires”, com Ditirambo (quadra)
“Deja me que te mires” é uma transcrição da estética do cineasta Pedro Almodóvar para a dança. O trabalho explora o universo e conflitos de suas personagens, os contextos de sua obra e sua abordagem artística.
O estilo e a proposta estética do cineasta, bem como a presença de temas como a sexualidade, o confronto com a religiosidade e o inusitado nas relações afetivas, são apresentados no trabalho da Ditirambo. O inesperado e o cômico, tão bem dosados nas obras de Almodóvar, são eixos dessa proposta de dança.Com: Carlos Fonseca, Renata Pestana, Daniela Perez, Lílian Penteado, Gustavo. Direção: Carlos Fonseca.

23h e 59 Pocket Show - Destaque show com Cristiano Aguiar e apresentações do Grupo Thiass (quadra).Cristiano Aguiar apresenta o show “A Corda e a Letra no Novo Século”, que traz um passeio por compositores e poetas que fizeram a diferença na última década do século XX e que mostram novos rumos para a música popular brasileira no século XXI.

Domingo 30.11

17h - Teatro infantil: “Era uma Vez um Gato Xadrez”, com Cia. Polichinelo (Teatro Wallace Leal)A Cia. Polichinelo apresenta dois quadros bem humorados do espetáculo "Era uma Vez um Gato Xadrez". O espetáculo fala sobre um Gato e o cão Bigodinho - seu fiel amigo que resolvem contar histórias enquanto viajam pelo mundo afora.Em uma delas, duas galinhas aprendem que não devem menosprezar ninguém, muito menos a nova vizinha. Em uma outra, uma grande artista vai se apresentar para o grande público - a Pulga Silga - uma grande sapateadora.A direção e o texto são de Márcio Pontes. No elenco: Carolina Jorge, Ricardo Dimas e Márcio Pontes. Som e iluminação a cargo de Yuri Valério.

18h00 – Teatro infantil: “Mais um conto de Maria”, com Cia. Texc (quadra)
“Mais um Conto de Maria” é um espetáculo onde se encontra as personagens clássicas universais de “A Gata Borralheira/Cinderela”, só que aqui é contado através de dois amigos, grandes poetas do sertão. Dessa vez, a obra recria o universo de Maria imerso no mundo mágico sertanejo, com todos os elementos caros à sua cultura.Maria terá que encarar uma série de peripécias até que seu final feliz a encontre. Nesse meio tempo, o público se deliciará com os cordelistas, poetas do sertão, que contarão à sua maneira em verso e prosa, as terríveis - ao mesmo tempo deliciosas - desanventuras que a protagonista enfrentará, ainda que conte com a ajuda do tão distinto público. Mais uma vez, o bem vence o mal: Maria encontra seu príncipe e conclui-se uma das mais lindas histórias, com direito a até buchada de bode.

19h – Teatro adulto: “Bastidores”, com Cia. Seis de Dois (Teatro Wallace Leal)
O lado humano, em situações extremas, no submundo, onde amor e ódio pontuam as variáveis de uma mesma vida. Com Cassiano Ramos, Cintia Vieira e Gabriel Domingues. Produção e fotografia de Mariana Calderan.

20h – Dança: “Assentamento de Idéias” e “Mulata Exportação”, com Grupo Gestus (quadra)As performances do Grupo Gestus integram o projeto “Modos Invisíveis de Fazer Arte”, que tem concepção da carioca Cláudia Muller e recebeu o Prêmio Funarte Klauss Vianna. Com direção geral de Gilsamara Moura e direção artística de Kranya Díaz- Serrano, a apresentação traz a cena os bailarinos Fábio Costa, Luzinete Silva, Rafael Otoni, Gilsamara Moura e Sabrina Kelly.Esse projeto artístico de dança do Gestus, em permanente transformação, foca o ativismo. A performance “Mulata Exportação” será apresentada durante a apresentação da banda Gold River.

20h e 30 – Teatro adulto: “Damas Horizontais”, com Grupo Bem Me Quer (Teatro Wallace Leal)“Damas Horizontais” apresenta três mulheres moradoras de um cabaret, que sobrepostas em tempos, estabelecem sonhos, vontades, tristezas. Elas expõem o seu eu mais íntimo. Sofrimento, amargura, felicidade - e todos os sentimentos de seus universos - escancaram ao mundo a sensibilidade da mulher.
O espetáculo tem como objetivo levar ao público diferentes formas de experiências femininas, mostrando que nem tudo o que se vê é o que se parece ver. E, que se olhar além, se vê a sensibilidade que habita nos olhos de todas, com suas personalidades diferentes.“Damas Horizontais” possibilita ao espectador uma passagem de tempo, de encontros e desencontros, de histórias já escritas e histórias que serão escritas. Um momento atemporal, que transcende a imaginação e coloca em cena experiências relatadas e experiências fictícias, tendo na sala de exposição relatos e fotos de prostitutas, operárias... mulheres, tão mulheres.No elenco estão: Fabiana Virgilio, Raquel Nascimento, Talita Carmo, além do músico Gustavo Aragoni. A direção é de Carlinhos Fonseca; o cenário de Débora Carol Segura; músicas de André Rafael; e preparação vocal de Adriana Gennari.

21h – Música: “The Gold River – Rockabilly Four” (quadra)A banda Gold River revisita clássicos do rock´n roll, blues e jazz dos EUA. Os integrantes - Rafael Biasiolo (vocais), Douglas Lapena (guitarra), Wiliam (Bateria) e Gelsner (Baixo) – ilustram temas instrumentais de The Ventures, e ainda tocam várias releituras de bandas como Mc5, Elvis Presley, Chuck Berry, The Stray Cats, The Beatles, Eddie Cochran, Ray Charles, Gene Vincent - entre vários outros.

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